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Administração

Se você vai ler um artigo sobre Gestão Social em 2021, leia esse!

Por Luiz Felipe Grossi

Se 2020 ensinou algo, é que a Gestão Social tem que ter medidas emergenciais tanto quanto precisa possuir projetos de longo prazo. 

A capacidade de inovar, de se adaptar e validar soluções rápidas que levem transformações efetivas às pessoas e regiões mais necessitadas ficou evidente em meio de uma pandemia.

Isso se torna visível ao analisar números como os que o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) apresentou:

A média de empresas que fecham a cada da ano é de 10%, o que corresponde a cerca de 600.000 negócios —número menor do que as mais de 700.000 empresas que fecharam até a metade de junho de 2020

Das empresas que ficaram abertas, 70% delas relataram diminuição de vendas ou serviços desde que a covid-19 chegou ao país, e 948.800 firmas tiveram que demitir trabalhadores durante esse período. O que poderia ser pior, se 12,7% das empresas não tivessem acesso ao crédito emergencial do Governo destinado ao pagamento de salários. 

A pandemia impactou imensamente diversos negócios que tiveram suas portas fechadas, o que significou para o micro e pequeno empreendedor mais do que a falência, a dor da incerteza do amanhã e o fim dos sonhos de investir em saúde, educação, segurança e no sustento de sua família. 

O sofrimento teria impacto em um número muito maior de pessoas, se não fosse o trabalho de grandes instituições que se dedicaram a ajudar esse empreendedores, levando educação de práticas que pudessem catalisar um aumento de renda e trabalho. 

Na Bahia, em Rondônia, em Minas e em Brasília, vimos estímulos para auxiliar empreendedores locais a desenvolverem canais de vendas digitais, o que os possibilitou continuar operando mesmo com as portas do comércio fechadas, sendo isso estimulado por grandes instituições.  

Em 2020, vimos grandes instituições articularem internamente o trabalho de suas equipes sociais com as demais unidades administrativas da empresa, se aproximarem efetivamente da necessidade de seus beneficiários. Além disso, percebemos a introdução de inovações na condução dos investimentos sociais, como foi o caso, por exemplo, de instituições de fomento, como o Sebrae, que ouviram as necessidades e agiram de forma emergencial. 

Em verdade, é hora das empresas avaliarem os resultados e impactos do que vinha sendo feito e repensarem seus planejamentos. Está claro, que a gestão social, tem que ser também gestão socioambiental, socioeconômica… e que tudo isso passa por educar as pessoas preparando-as para os desafios da era digital. 

O papel do setor social é fundamental, mas deve evoluir para gerar resultados cada vez mais mensuráveis, apoiando-se na, nem mais tão nova, era digital.

Afinal, decerto, não se impacta pessoas e regiões sem construir vínculo, e a era digital pode ajudar muito nesse objetivo. Ela não substitui o presencial, é complementar, e pode colaborar para gerar transformações ainda maiores e resultados ainda mais incríveis. 

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